A macroeconomia dominante não quer ser mais do que uma caixa de ferramentas para serem usadas na governança do capitalismo. E esse caráter está presente na maneira que tem sido apresentada. É isto o que mostra, por exemplo, um artigo recente em The Economist intitulado A pandemia da convid-19 está forçando um repensar da macroeconomia. Ora, a nota que se segue faz uma crítica desse saber: Macroeconomia
Como se sabe, o saber sobre o funcionamento do sistema econômico adotou esse nome depois que John Maynard Keynes publicou a sua Teoria geral do emprego, do juro e da moeda, em 1936. Se esse autor não desprezou o caráter performativo da linguagem teórica criada, não se pode acusá-lo de falta de realismo científico, de despreocupação com a compreensão do capitalismo. Dada a urgência do momento histórico, julgou que era preciso apreender os processos econômicos reais. Aqui se quer mostrar, entretanto, que a macroeconomia contemporânea, pós-II Guerra Mundial, adquiriu um caráter centralmente manipulatório: por um lado, pretendeu fornecer instrumentos de política econômica para a governança do sistema, por outro, quis conformar as mentes dos economistas para fazê-los pensar de um modo automático, adequado à realização de objetivos que lhes são prescritos. Alguns, poucos, resistem!

A miséria do historicismo de Karl Popper (Cultrix/USP, 1980). Como se afigura bem evidente, por meio dela, este metodólogo da ciência faz uma afirmação sobre o saber da história; ele afirma simplesmente que não é possível conhecer o futuro antes que ele sobrevenha. E, como base, nessa proposição, ela vai criticar todos aqueles que parecem conhecer aquilo que estaria reservado no futuro para a humanidade.
estatística histórica o declínio social da classe operária branca nos Estados Unidos. O dado mais impressionante que apresentaram foi a queda na expectativa de vida dessa fração importante da sociedade americana – medida pelo total de trabalhadores sem curso superior.
últimos dois meses. Nas próximas semanas, farei post sobre alguns deles.
certos conhecimentos de psicanálise precisam ser incorporados na crítica da economia política. Ora, um texto que faz uma conexão entre dois fetiches sexuais com o fetiche da mercadoria é aqui reapresentado – talvez – numa forma mais didática.
político encontra-se no seu livro Eles não sabem o que fazem – O objeto sublime da ideologia (Zahar, 1992). Ele, como se sabe, existiu concretamente e governou o sistema centralizado de acumulação de capital que vigorou na Rússia de 1917 até 1991. Mas será que ele desapareceu totalmente?

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