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Um significante representa o sujeito para um outro significante

17/08/2020

Eis aí a frase misteriosa de Jacques Lacan que parece não estar bem explicada mesmo no texto de alguns psicanalistas lacanianos: “um significante representa o sujeito para um outro significante”

A razão dessa incapacidade vem do fato de que para compreendê-la não basta mobilizar Ferdinand Saussure, mas é preciso mobilizar também – e mesmo em primeiro lugar – Hegel e Marx. Bem, Slavoj Zizek, em  O discurso stalinista do livro Eles não sabem o que fazem – O sublime objeto da ideologia, tentou resolver esse problema. Contudo, mesmo se o seu ensino é imprescindível para o bom entendimento de Lacan, ele pensa rápido demais…

Em conclusão, a sentença obscura de Lacan – crê-se – pode ser traduzida da seguinte forma: “um sujeito ausente representa o sujeito para um outro sujeito ausente”. Ou de um modo mais marxiano: “um sujeito presente-ausente representa o sujeito para um outro sujeito presente-ausente”.

O texto que apresenta essa interpretação encontra-se aqui: Um significante representa o sujeito para outro significante

 

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