Eleutério F. S. Prado [1]
A tese de Dylan Riley
O capitalismo não é um modo de produção sossegado; ao contrário, passou por grandes mudanças em seu turbulento curso histórico, que pode ser contado, aliás, em décadas, séculos, mas não em milênios. A sua mudança mais recente tem sido caracterizada estranhamente – até mesmo – como rentista, neofeudal, tecnofeudal ou “ponto zero”.
Adicionando mais um pouco de confusão, Dylan Riley, examinando o caso dos Estados Unidos sob Donald Trump, afirmou recentemente que o capitalismo agora se tornou político. Eis sinteticamente a sua justificativa para adotar essa qualificação: “A forma de capitalismo em que vivemos atualmente é aquela em que a extração de riqueza depende cada vez menos do poder de mercado e mais de manobras políticas.”[2] Será? Uma faticidade escandalosa, que chama a atenção e que revolta, não o teria enganado?
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