Na maior parte do mundo e mesmo nos países ditos socialistas se ensina a microeconomia tal como foi
desenvolvida pela teoria neoclássica. Ademais, grande parte do que se leciona sob o rótulo de macroeconomia funda-se também no modelo de equilíbrio geral que a cientificidade dominante põe como o arquétipo da boa teoria econômica. Ora, assim, se passa a pensar o sistema econômico real com base em uma noção positiva de equilíbrio que se caracteriza por afirmar o estado de repouso como o estado normal (pelo menos como forte tendência) de seu funcionamento.
Mas nem sempre, entretanto, foi assim. A teoria clássica e Marx, bem ao contrário, afirmam antes a anarquia e o desequilíbrio como o estado constante de seu evolver turbulento, um evolver complexo que põe uma certa ordem por meio apenas de permanente desordem. Por isso, essas teorias empregam noções negativas de equilíbrio: eis que permitem pensar o sistema num estado puro que ele só produz como resultado de intermináveis oscilações irregulares que se compensam ao longo do tempo.
Aqui se desafia esse consenso e se busca mostrar que teoria neoclássica, mesmo se se apresenta como uma construção teórica que pode reivindicar a exatidão formal, não é rigorosa – ao contrário, sustenta-se numa pequena nota que até mesmo as suas noções usuais de oferta e demanda são artificiosas e mal fundamentadas.
A nota se encontra aqui: Oferta e demanda para incompetentes







res, entre os dias 13 e 16 de novembro deste ano, uma sessão discutiu o conteúdo do livro A longa depressão de Michael Roberts, publicado ainda no começo de 2016. Uma de suas teses, justamente aquela mais central, foi alvo de um cerrado ataque por parte de vários autores marxistas. Eles contestaram sobretudo que a queda da taxa de lucro seja uma explicação correta para as crises capitalistas em geral e, em particular, para a crise de 2008.
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