Está sendo lançado um livro bem importante sobre a Crise de 2008, assim como sobre a Grande Recessão que veio em sua esteira: Crashed – How a decade of financial crises changed the world. Ou seja, em tradução aproximada: Quebrou – Como uma década de crises financeiras mudou o mundo. Ele foi escrito pelo historiador britânico Adam Tooze que, atualmente, é professor da Universidade de Columbia, EUA.
Aqui se publica uma resenha desse livro, feita pelo famoso blogueiro marxista Michael Roberts, com a finalidade de chamar a atenção para o seu conteúdo crítico – e crucial. Pois, tudo indica que estamos passando por um período muito dramático, certamente transformador, na história do mundo.
Ora, o sistema econômico vai continuar passando por grandes turbulências e a democracia realmente existente está se tornando iliberal. É, pois, preciso ficar atento porque a “era de ouro” e a democracia liberal do pós-guerra não vão voltar como dádivas. Uma disputa está sendo travada e ela versa, portanto, sobre o sentido dessa transformação.
O que esperar: uma democracia socialista radicalizada ou o advento de novos autoritarismos ou mesmo de fascismos já que os atuais governos neoliberais estão se mostrando incapazes de resolver satisfatoriamente os problemas que o desenvolvimento do capitalismo (crise ecológica, crise de migrações, crise de representatividade, etc.) criou historicamente?
Eis aqui a resenha: Mais sobre como quebrou do que por que quebrou
Summers, juntaram-se para escrever uma proposta de reformulação das práticas de política e de regulação econômica e, talvez (e isto não está claro), de mudança da macroeconomia atualmente ensinada nos cursos ditos mainstream de Economics.
desenvolvida pela teoria neoclássica. Ademais, grande parte do que se leciona sob o rótulo de macroeconomia funda-se também no modelo de equilíbrio geral que a cientificidade dominante põe como o arquétipo da boa teoria econômica. Ora, assim, se passa a pensar o sistema econômico real com base em uma noção positiva de equilíbrio que se caracteriza por afirmar o estado de repouso como o estado normal (pelo menos como forte tendência) de seu funcionamento. 



res, entre os dias 13 e 16 de novembro deste ano, uma sessão discutiu o conteúdo do livro A longa depressão de Michael Roberts, publicado ainda no começo de 2016. Uma de suas teses, justamente aquela mais central, foi alvo de um cerrado ataque por parte de vários autores marxistas. Eles contestaram sobretudo que a queda da taxa de lucro seja uma explicação correta para as crises capitalistas em geral e, em particular, para a crise de 2008.

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