Roberts: quatro traduções

Os leitores deste blog podem baixar quatro artigos traduzidos de Michael Roberts

A rivalidade entre os Estados Unidos e a China vai se intensificar

Talvez o seguinte ponto de vista não seja realista: “A questão que se coloca é até que ponto essas escaramuças entre EUA e China serão o “novo normal” para as relações internacionais, refletindo o estilo agressivo e as preferências protecionistas da administração Trump ou o prelúdio para uma guerra comercial de amplo espectro”.

Pois, não se trata de uma ocorrência simplesmente econômica, mas de algo que marcará a geopolítica e a história mundial nas próximas décadas. Eis que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China está se transformando numa guerra híbrida que poderá envolver todos os países do mundo, direta ou indiretamente.

Trata-se de um confronto entre um império em relativo declínio e um império em ascensão, mas ainda mais fraco tecnológica e militarmente do que o primeiro.

Este blog, na busca de um melhor esclarecimento, publica hoje uma nota de um observador norte-americano, Ashley Smith, que foi publicado na revista eletrônica Jacobin. A sua tese e que “este conflito crescente entre as duas potências se constituirá na rivalidade central e imperial do século XXI”.

O que fazer diante dela? Smith opta pela luta por um socialismo democrático que não se inspira, nenhum um pouco, nas experiências socialistas fracassadas e totalitárias do século XX. Mesmo se esse socialismo tem nome, mas não tem ainda um conteúdo bem definido: como combinar democracia plena com um sistema de planejamento? – eis a principal questão.

O texto de se encontra aqui: A rivalidade entre os EUA e a China vai se intensificar

Três ondas da globalização

Aquilo que é atualmente chamado de globalização vem de longe na história da era moderna. Trata-se de um processo complexo cuja descrição exige um escrito de centenas de páginas. Entretanto, é possível apresentar o seu desenvolvimento no último século e meio por meio de um indicador da evolução do comércio internacional em nível mundial.

Neste post, parte-se dessa estatística descritiva para caracterizar as últimas três ondas da globalização, as quais ocorreram, grosso modo, a partir de meados do século XIX. E se considera que elas refletem o desenvolvimento do próprio capitalismo enquanto um modo de produção que tende inexoravelmente à mundialização.

Então, à explicação pós-keynesiana de Thomas Palley para esse movimento histórico secular do capitalismo opõe-se uma explanação baseada em Karl Marx. Enquanto o primeiro autor se centra na qualidade da política econômica, o esclarecimento alternativo do padrão observado de evolução histórica se baseia num argumento estrutural que diz respeito à própria expansão da relação de capital no plano internacional, isto é, do imperialismo.

O post do blog Economia e Complexidade se encontra aqui: Três ondas da globalização – uma explicação estrutural

E o artigo de Thomas Palley pode ser encontrado aqui: Three globalization, not two…