Formas sociais e políticas contemporâneas

Autor: Ruy Fausto [1]

No tomo III de Marx: lógica e política, Ruy Fausto faz uma apresentação das estruturas sociais contemporâneas que existem e podem existir, a partir da apresentação dialética dos modos de produção de Karl Marx. Aqui se faz um esforço de expor esse material didaticamente como um convite para que eventuais interessados busquem ler o original.

A primeira seção é preliminar. Ruy Fausto começa dizendo que o comunismo, diante dos eventos da história e do saber psicanalítico introduzido por Sigmund Freud, tornou-se uma utopia irrealizável. Na segunda seção, faz uma apresentação estruturalista  das formas sociais contemporâneas. Em sequência, na terceira seção, mostra como essas formas podem ser explicadas dialeticamente.

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Além do capitalismo: outros passos são necessários

Título original: Replacing capitalism – not with socialism, but with democracy? (Substituir o capitalismo, não pelo socialismo, mas pela democracia?) Apresenta-se abaixo uma crítica ao artigo de Jason Hickel e Yanis Varoufakis abaixo mencionado, traduzido e republicado aqui, neste blog, sob o título Além do capitalismo: três primeiros passos.

Michael Roberts – The next recession blog – 13/02/2026

Os economistas de esquerda Jason Hickel e Yanis Varoufakis escreveram juntos um artigo para o jornal britânico The Guardian.  Eis o seu título original: We can move beyond the capitalist model and save the climate – here are the first three steps (Podemos ir além do modelo capitalista e salvar o clima – aqui estão os três primeiros passos). Jason Hickel é professor na Universidade Autônoma de Barcelona e pesquisador sênior visitante na LSE. Yanis Varoufakis é líder da MeRA25, ex-ministro das finanças e autor do livro Tecnofeudalismo: o que matou o capitalismo. [1]

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Além do capitalismo: três primeiros passos

Jason Hickel [1] – Yanis Varoufakis [2]13/02/2026 – Sin Permiso [3]

Título original: “We can move beyond the capitalist model and save the climate – here are the first three steps.” Publicado originalmente no jornal britânico The Guardian.

O capitalismo se importa com o futuro da nossa espécie tanto quanto um lobo se importa com o futuro de um cordeiro. Mas se democratizarmos nossa economia, um mundo melhor estará ao nosso alcance.

Temos uma responsabilidade urgente. Nosso sistema econômico atual é incapaz de enfrentar as crises sociais e ecológicas que estão ocorrendo no século XXI. Quando olhamos ao nosso redor, vemos um paradoxo extraordinário. Por um lado, temos acesso a tecnologias extraordinárias e uma capacidade coletiva de produzir mais alimentos e mais coisas do que precisamos ou do que o planeta pode fornecer. Ao mesmo tempo, porém, milhões de pessoas sofrem devido a severas privações.

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Um socialismo para os novos tempos

Autor: Denis Colin [1]La-sociale – 03/10/2025

Introdução

Os partidos produzem programas, sem se preocupar muito se isso se sobrepõe às preocupações dos cidadãos. É para isso que serve um partido: criar programas, ser eleito e ter seu grupo parlamentar. Sobre o resto, veremos depois!

Os mais antigos ainda se lembram do programa do congresso de Metz do Partido Socialista em 1979 (a ruptura com o capitalismo) e das 101 propostas de François Mitterrand, que levaram exatamente ao oposto do prometido. No lugar do socialismo, tivemos Tapie, a liquidação da indústria do aço e um espaço claro para os “mercados” e o dinheiro em todos os níveis.

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Senhores digitais ou titãs capitalistas?

Crítica da narrativa sobre o “tecnofeudalismo”

Arif Novianto [1] – 5 de maio de 2025

Nos últimos anos, a ascensão de monopólios que operam por meio de plataformas como Google, Amazon, Meta e Microsoft gerou um debate crescente entre estudiosos e intelectuais públicos. Muitos deles descrevem esses desenvolvimentos sob a ótica de um suposto retorno às estruturas de propriedade feudais.

Essa narrativa, frequentemente rotulada como tecnofeudalismo ou como feudalismo digital, sugere que o capitalismo contemporâneo, baseado em meios de produção digitais, não é mais movido principalmente pela exploração do trabalho, mas pela extração de rendas de aluguel por meio do controle de infraestruturas digitais (Varoufakis, 2021).

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O capitalismo e a forma K

Michael Roberts – The next recession blog [1]

O K não é OK nos EUA

Lê-se no Financial Times que, na campanha do ano passado, Donald Trump prometeu “baixar os preços imediatamente, a partir do primeiro dia”. No entanto, desde seu retorno à Casa Branca, em janeiro de 2025, a inflação tem permanecido elevada para os padrões norte-americanos. Como resultado, a aprovação de Trump caiu por estar afetada por preocupações com a elevação do custo de vida. No entanto, na última quarta-feira, ele afirmou que as preocupações com o custo de vida dos Estados Unidos são um “trabalho sujo” e uma “farsa” que vem sendo perpetuada pelos democratas.

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A “revolução” dos “nuvenlistas”!

Jorge Nóvoa [1] e Eleutério F. S. Prado [2]

Uma tese inusitada

O livro da moda entre os que, na esquerda, cedem à fraseologia e ao espetáculo é, sem dúvida, Tecnofeudalismo – o que matou o capitalismo[3] de Yanis Varoufakis. Nele, esse autor, um economista estrelado e autoconfiante, sustenta que “os “nuvenlistas” (…), membros da nova classe revolucionária, tiraram os capitalistas do topo da hierarquia social”.[4] No entanto, passado o susto diante dessa assertiva pretenciosa, um economista questionador poderia perguntar: mas o gênero “capitalista” não englobaria o subgênero nuvenlista? O seu texto deixa essa e muitas outras dúvidas; algumas das quais aparecem aqui.[5]

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A fenomenologia de Tran Duc Thao

Título original: A origem e a gênese da consciência pura: o conteúdo real da fenomenologia por meio do materialismo dialético de Tran Duc Thao.[1]

Jérôme Melançon – Universidade de Regina, Canadá

Resumo

A leitura de Husserl por Tran Duc Thao visa desembaraçar a noção de consciência pura para redescobrir a realidade da vida humana. O marxismo, portanto, permitiu que Thao fosse além da fenomenologia para alcançar os objetivos do próprio marxismo. A partir do que ele retém do idealismo transcendental de Husserl, Thao desenvolve um materialismo dialético no qual a subjetividade é o movimento da própria tomada de autoconsciência da natureza.

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O fim incontornável de uma teoria

Autores: Jorge Nóvoa [1] e Eleutério F. S. Prado [2]

Uma ideia luminosa

Sim, parecia uma teoria inovadora quando surgiu no artigo Em busca de uma teoria do valor-atenção [3], o qual foi publicado não faz muito tempo na grande rede de informação e comunicação em que tudo parece morrer de modo bem rápido e, igualmente, durar para sempre; contudo, não demorou muito, para que essa teoria recebesse algumas críticas, as quais ofuscaram o seu brilho e empanaram a pretensão que a engendrara. [4] Isso pressionou o seu autor, Marcos Barbosa de Oliveira, a tentar esquecer que a formulara. E o fez num novo artigo que denominou Considerações sobre a economia da atenção.[5]

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“E Marx não conheceu a internet…”

Jorge Novoa [1] e Eleutério F. S. Prado [2]

Crítica ou alavanca?

Que não se assustem os eventuais leitores! A frase inesperada, que aparece aqui como título da presente nota – e que encerra um anacronismo espantoso –, encontra-se num artigo de Marcos Dantas. Com mais precisão, ela está presente em seu escrito, Uma mercadoria ‘sui generis[3], o qual foi publicado aqui no portal A terra é redonda. Por meio dele, esse autor buscou entrar numa pequena, mas necessária, controvérsia.  

Apareceu aí com o objetivo aparente de criticar outro artigo, Crítica da teoria do valor atenção,[4] que fora publicado nesse mesmo portal, assinalando os equívocos do protoprojeto teórico anunciado no escrito Em busca de uma teoria do valor-atenção. [5]  Aí tão somente se dedicou algum esforço para corrigir um erro crasso, mas muito difundido, sobre uma suposta formação de valor econômico na esfera da comunicação.

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