Da política econômica inominável

Neste post publica-se uma nota que defende o desenvolvimentismo e que se caracteriza, sobretudo, por fazer aflorar uma intensa – e doída – ironia. Eis que faz a resenha de um estudo recente sobre as políticas econômicas que efetivamente produziram e que podem produzir o alçamento (catching up) e que, de modo inesperado, recebeu a chancela do FMI.

A nota aqui traduzida foi publicada originalmente em inglês, no blog The Political Economy of Development. Nela, Nick Johnson discute um artigo de Cherif e Hasanov cujo título, traduzido, fica assim: O retorno de uma política que não deve ser nomeada, princípios de política industrial.

A nota é ventilada neste blog porque essa política, no Brasil, tornou-se de fato “inominável”. Não por demérito próprio, mas por causa do demérito de seus críticos atrozes. Eles preferem, no fundo, que o País permaneça na condição de nação “liberal-dependente”.

A principal conclusão que a nota quer mostrar se encontra numa citação. E esta diz respeito à condição necessária, mas não suficiente, para que uma política desenvolvimentista possa ser implementada. Esta condição é, ademais, acaciana. Para que ocorra é preciso, sim, um “acordo nacional”: “Uma combinação de poder e de instituições mutuamente compatíveis e, ademais, que seja sustentável em termos de viabilidade econômica e política”.

Ora, é justamente esse “acordo nacional” que falta de modo inelutável, pois se tornou (talvez?) impossível num país que passou por uma desindustrialização e financeirização como o Brasil nos últimos 40 anos. Uma alternativa precisa, por isso, ser criada… mas esta tem de ser verdadeiramente democrática (os socialismos que existiram ou que ainda existem não podem, portanto, ser tomados como modelos).

A nota está aqui: A política que não deve ser nomeada

Macrodinâmica na tradição clássica – Parte II

Por meio deste post está-se publicando a segunda parte de uma versão em português da macrodinâmica clássica apresentada por Anwar Shaikh no capítulo 13 de seu livro Capitalism – competition, conflict, crises, de 2016. O objetivo é difundir um modo de enxergar o funcionamento do sistema econômico como um todo que difere expressivamente da macrodinâmica keynesiana e pós-keynesiana.

O texto contém partes simplesmente traduzidas do autor do modelo, assim como parte escritas por este divulgador. Por isso, este último assume responsabilidade pelo texto, mas não reivindica qualquer originalidade. A meta é fazer uma apresentação do modelo em português com algum grau maior de didatismo. E incentivar os eventuais interessados a estudar o texto original.

O escrito está aqui: Macrodinâmica na tradição clássica – Parte II

Macrodinâmica na tradição clássica – Parte I

Por meio deste post está-se publicando a primeira parte de uma versão em português da macrodinâmica clássica apresentada por Anwar Shaikh no capítulo 13 de seu livro Capitalism – competition, conflict, crises, de 2016. O objetivo é difundir um modo de enxergar o funcionamento do sistema econômico como um todo que difere expressivamente da macrodinâmica keynesiana e pós-keynesiana.

O texto contém partes simplesmente traduzidas do autor do modelo, assim como parte escritas por este divulgador. Por isso, este último assume responsabilidade pelo texto, mas não reivindica qualquer originalidade. A meta é fazer uma apresentação do modelo em português com algum grau maior de didatismo. E incentivar os eventuais interessados a estudar o texto original.

O escrito está aqui: Macrodinâmica na tradição clássica – Parte I

 

Produtividade, investimento e lucratividade

Neste post encaminhamos uma nota publicada no blog The next recession, de Michael Roberts, em 11 de maio de 2019. Num artigo curto, recheado de gráficos ilustrativos, ele apresenta a sua explicação para a queda da produtividade nas economias capitalistas avançadas do Norte. E essa caída histórica é realmente impressionante, tal como se pode ver no gráfico abaixo:

 Segundo ele, o que tem causado uma queda da elevação da produtividade nessas economias é, simplesmente, a queda secular da taxa de lucro devido ao aumento da composição do capital e da parcela do lucro consumida pelas atividades socialmente necessárias, mas improdutivas de valor. Eis que sem taxa de lucro “razoável” não há investimento e, sem investimento em novas máquinas e novas tecnologias, não elevação da produtividade.

Entretanto, o editor deste blog precisa dizer que considera a sua resposta insuficiente. A queda na taxa de crescimento da produtividade se deve, também, à passagem de uma economia industrial para uma economia de serviços. Nesse sentido, a tese de Robert Gordon (mencionada no seu texto) parece fazer sentido.

A nota completa em pdf se encontra aqui: Produtividade, Investimento e Lucratividade

Crise no Brasil: explanação em marcha à ré

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está preocupado como o Brasil – assim como com outros países que estão como desempenho insatisfatório do ponto de vista de uma economia capitalista robusta: tem crescido pouco desde o fim da década perdida (1980-1990), passou por uma expansão mais acelerada entre 2004-2010 e entrou numa crise profunda a partir de 2014.

Ora, justamente por causa disso, os brasileiros em geral, também devem ficar preocupados com o que diz o FMI – como sempre. Logo, é preciso ler o que sob o seu nome se escreve com uma perspectiva bem crítica.

Essa instituição internacional patrocinou a publicação, em 2018, de um livro especialmente dedicado ao desenvolvimento econômico do capitalismo no país que é, como se sabe, “gigante pela própria natureza”: Brasil: expansão, queda e o caminho para a recuperação.

Aqui se pretende apresentar em linhas gerais e comentar criticamente o artigo principal Um período de duas décadas de reformas, expansão econômica e crise histórica. Pois ele encabeça uma lista composta por vários outros escritos de diversos outros autores.

Versão completa em PDF: Crise no Brasil – Explanação em marcha à ré