Derivação da forma-sujeito capitalista

Um texto interessante sobre a forma-sujeito, mas ao qual falta um melhor domínio da dialética. Eis que o sujeito está pressuposto no capitalismo, ou seja, não está posto como tal. No capitalismo, o sujeito é uma aparência porque se trata efetivamente – e isso o texto diz com clareza – de um “sujeito” assujeitado, uma personificação das coisas como diz Marx em O capital.

Autores: Emiliano Exposto[1] e Gabriel Rodríguez Varela[2]

A hipótese deste texto é que a forma-sujeito historicamente específica da modernidade capitalista é logicamente derivável, enquanto forma simples e abstrata de constituição do indivíduo social, da forma-mercadoria. A forma-sujeito funciona como o limite impessoal em imanência ao qual se organiza a experiência concreta e complexa dos atores individuais e dos agentes coletivos nas relações sociais capitalistas. No marco das orientações metodológicas que percorrem o programa de derivação do Estado compilado no livro Estado y capital (2017), elaborado por Adrián Piva e Alberto Bonnet, apresentaremos algumas notas que põe uma contribuição para uma derivação dialética do forma-sujeito capitalista.

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Depressão ou colapso?

CO marxismo oracular de Robert Kurz

Em 1995, Robert Kurz escreveu, na revista alemã Krisis, um texto sobre a crise e a depressão econômica – e sobre o eventual colapso do capitalismo –, o qual, desde então, circula intensamente na rede mundial de computadores. Eis aqui o seu título em português: A ascensão do dinheiro aos céus – Os limites estruturais da valorização do capital, o capitalismo de casino e a crise financeira mundial. Com o objetivo de testar as ideias de Robert Kurz aí expostas, não sem antes fazer um esforço para resumir as suas teses sobre a evolução futura do capitalismo, procura-se verificar se as informações estatísticas disponíveis e que podem ser encontradas na literatura econômica sobre o tema vêm ou não corroborá-las. Foca-se a economia norte-americana em que se localiza o coração do capital mundial. Para acessar o texto como um todo é preciso baixá-lo aqui:  O marxismo oracular de Robert Kurz.