A miséria do Irã sob bombas

Autor: Michael Roberts – The next recession blog21/06/2025

Israel e Irã trocaram ataques com aviões e mísseis depois que o primeiro desses dois países lançou uma grande ofensiva na semana passada.  O presidente dos EUA, Trump, propôs um intervalo de duas semanas para negociar um acordo de “rendição” com o Irã; caso isso não for possível, ele prometeu que se juntará de novo a Israel no bombardeio do país persa. O povo iraniano tem sofrido muito com os bombardeios, mas eles só acrescentam mais dor ao longo sofrimento do seu povo. Trata-se de uma dimensão horrível que se soma a longa crise econômica pela qual tem passado o próprio Irã.

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O projeto de lei fical “grande e bonito” de Donald Trump

Autor: Michael Roberts[1] – The next recession blog – 25/05/2025

A Câmara dos Deputados, a câmara baixa do Congresso dos EUA, na qual o Partido Republicano tem uma pequena maioria, aprovou as propostas de orçamento do governo do presidente Donald Trump.  Trump o chama de “The big, beautiful bill”. 

Se aprovado, esse projeto estenderia os cortes abrangentes de impostos para os ricos – e especialmente para os mais ricos –, os quais foram aprovados em 2017, durante o primeiro mandato presidencial de Trump. O “belo projeto” de lei também faria grandes reduções no financiamento do seguro saúde (Medicaid), assim como no programa de ajuda alimentar (Food stamps), os quais visam suprir carências de indivíduos e famílias de baixa renda. E, claro, ele também propõe cortes nos subsídios fiscais para energia renovável (drill baby, drill, como costuma entoar).

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Do anarcocapitalismo à auteridade

Michael Roberts – The next recession blog – 15/04/2025

No dia 14 de abril, o FMI anunciou que concordou em emprestar ao governo argentino Milei mais US$ 20 bilhões (além das dívidas existentes contraídas no passado) para ajudar o governo a cumprir suas obrigações de dívida e restaurar as suas reservas cambiais em rápida queda. O acordo de empréstimo liberará US$ 12 bilhões iniciais, com mais US$ 3 bilhões chegando no final do ano.  

O governo diz que deve receber US$ 28 bilhões somente em 2025, incluindo US$ 15 bilhões de dinheiro do FMI, US$ 6 bilhões de outros credores multinacionais, US$ 2 bilhões de bancos globais e US$ 5 bilhões da extensão de um swap cambial com a China. Milei se gabou de que “o que o seu governo terá uma montanha de dólares“; eis que tema meta de dobrar as reservas cambiais brutas para US$ 50 bilhões.

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Reino Unido: ainda inverno, sem sinal de primavera

Autor: Michael Roberts – The next recession blog – 26 de março de 2025

A declaração de primavera do governo do Reino Unido sobre gastos foi tal como esperada – realmente horrível.  Primeiro, a chanceler Rachel Reeves teve que aceitar que a estimativa de crescimento real do PIB, em 2025, é agora metade da taxa prevista anteriormente; eis que foi reduzida pela metade, ou seja, para 1% de 2% pelo analista oficial do governo, o Escritório de responsabilidade orçamentária [Office for Budget Responsibility (OBR)].  Além disso, Reeves teve que admitir que a meta de inflação do governo de 2% ao ano não seria atingida até 2027 – e isso pressupõe que as medidas tarifárias de Trump não aumentem os custos nesse meio tempo.

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Estagnação e gastos militares

Autor: Eleutério F. S. Prado[1]

Eis uma pergunta interessante feita por Michael Roberts: “podem os gastos militares despertar as economias que estão presas numa depressão tal como se encontram as economias europeias desde 2009?”[2] Muitos economistas acreditam que sim, em especial os keynesianos que raciocinam centralmente sobre o nível da atividade econômica a partir da demanda agregada. Para eles, um estado estagnação pode ser superado por meio de gastos deficitários do Estado.

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Dia da libertação

Autor: Michael Roberts – The next recession blog – 2/04/2025

Não ocorreu no Dia da Mentira (1º de abril).  Mas também o dia 2 de abril talvez seja esse Dia já que ontem o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou outra onda de tarifas sobre as importações do país. Para Trump trata-se do “Dia da Libertação”, mas a voz dos grandes negócios e das finanças nos Estados Unidos, o Wall Street Journal, classificou esse evento como “a guerra comercial mais burra da história”.

Nesta rodada, Trump aumentou as tarifas sobre as importações de países que supostamente têm tarifas mais altas sobre as exportações dos EUA, ou seja, implementou as chamadas ‘tarifas recíprocas’. Elas visam combater o que ele vê como impostos, subsídios e regulamentações injustas aplicados por outros países sobre as exportações dos EUA. Paralelamente, a Casa Branca analisa ainda as tarifas de 25% sobre todas as importações do Canadá e do México, que foram adiadas anteriormente, mas que agora podem ser reaplicadas.

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Guerra Rússia-Ucrânia: três anos depois

Autor: Michael Roberts – Fonte: The next recession blog – 24/02/2025

Ucrânia: uma catástrofe humana

Chegou-se já ao fim do terceiro ano da guerra Ucrânia-Rússia. Após três anos de guerra, a invasão da Ucrânia pela Rússia causou perdas impressionantes ao povo e à economia da Ucrânia. Existem várias estimativas do número de civis ucranianos e de baixas militares (mortes e feridos): 46.000 civis e talvez 500.000 soldados. As baixas militares russas são quase as mesmas. Milhões fugiram para o exterior e muitos outros milhões foram deslocados de suas casas na Ucrânia.

Uma avaliação ucraniana confidencial do início de 2024, relatada pelo Wall Street Journal, colocou as perdas de tropas ucranianas em 80.000 mortos e 400.000 feridos. De acordo com dados do governo, no primeiro semestre de 2024, três vezes mais pessoas morreram na Ucrânia do que nasceram, informou esse jornal. No ano passado, as perdas ucranianas foram cinco vezes maiores do que as da Rússia, com Kiev perdendo pelo menos 50.000 militares por mês.

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As tarifas de Trump vão causar apenas uma “pequena pertubação”?

Autor: Michael Roberts – The next recession blog – 03/05/2025

Falando ao Congresso dos EUA no dia 2 de fevereiro último, após 100 dias no cargo, o presidente Donald Trump afirmou que as novas tarifas sobre as importações dos maiores parceiros comerciais dos EUA causariam “uma pequena perturbação” que logo acabaria. Eis que – disse – “as tarifas vêm para tornar a América rica novamente e para tornar a América grande novamente. E isso já acontecendo e vai acontecer muito rapidamente.”

Na verdade, muito rapidamente. Em 1º de fevereiro, Trump impôs tarifas de 25% sobre produtos importados do Canadá e do México pelos EUA e uma tarifa adicional de 10% sobre as importações chinesas, de tal modo que todos os três principais parceiros comerciais dos Estados Unidos passam agora a enfrentar barreiras significativamente maiores. As medidas provocaram uma resposta imediata de Pequim, que disse que cobraria uma tarifa de 10 a 15% sobre produtos agrícolas dos EUA, desde soja e carne bovina até milho e trigo a partir de 10 de março.

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Tarifas comerciais como política econômica: um debate

Autor: Michael Roberts – 02/08/2025

Michael Pettis é professor americano de finanças na Guanghua School of Management da Universidade em Pequim, e membro sênior não residente do Carnegie Endowment for International Peace. Ele se tornou uma fonte de mídia popular sobre a economia da China, mas também sobre o comércio global e as tendências de investimento.

Na esteira do anúncio de Donald Trump de aumentos de tarifas sobre as importações dos EUA de vários países, Pettis tem exposto a visão contra o consenso da economia convencional, sustentando que as tarifas às vezes podem ser benéficas para um país e até mesmo para a economia mundial.

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Ciclos longos na economia capitalista

Michael Roberts – The next recession blog – 26/12/2024

Há muito simpatizo com o conceito de longos ciclos na produção e acumulação capitalistas. A ideia é que a produção capitalista se move em ciclos, não apenas booms e recessões a cada 8-10 anos ou mais, mas que também há períodos mais longos de acumulação e crescimento da produção geralmente mais rápidos, ou seja, períodos de relativa prosperidade seguidos por períodos de acumulação e crescimento relativamente mais lentos.  com mais recessões. Esses ciclos ou ondas mais longas duram cerca de 50 a 60 anos, incluindo as fases de expansão e queda.

Se tais ciclos existirem e puderem ser apoiados por evidências empíricas, eles forneceriam um indicador importante do estado da economia capitalista mundial.

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