As economias modelares vascilam

O autor do escrito abaixo mostra que os modelos econômicos da Alemanha e da China estão em crise. O artigo não é teoricamente rigoroso, mas tem uma mensagem relevante que contraria o otimismo de certos autores em relação ao progresso das economias chinesa e alemã vis-à-vis a economia norte-americana. (E.P.)

Ernst Lohoff [1] – 6 de março de 2026

Por muito tempo, Alemanha e China, com suas indústrias de exportação, estiveram entre os principais beneficiários da expansão do comércio mundial. Hoje, seus modelos de negócios estão ambos sob o impacto de uma crise séria [ou seja, de uma crise de superprodução].

“O primeiro será o último”, disse Jesus no Novo Testamento – um alerta que se aplica tanto à China quanto à Alemanha hoje. Após a grande crise financeira de 2007 a 2009, as duas economias foram por muito tempo consideradas modelos de sucesso, pois retomaram rapidamente o crescimento econômico. Na época, a China, que não havia passado por uma recessão nas últimas décadas, desacelerou já que a sua taxa anual crescimento de dois dígitos caiu para 9% em 2008 e para 6% no ano seguinte.

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Estagnação e gastos militares

Autor: Eleutério F. S. Prado[1]

Eis uma pergunta interessante feita por Michael Roberts: “podem os gastos militares despertar as economias que estão presas numa depressão tal como se encontram as economias europeias desde 2009?”[2] Muitos economistas acreditam que sim, em especial os keynesianos que raciocinam centralmente sobre o nível da atividade econômica a partir da demanda agregada. Para eles, um estado estagnação pode ser superado por meio de gastos deficitários do Estado.

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