XV Plano e a autarquia tecnológica da China

Romaric Godin [1] – Sin Permiso 03/08/2026

Na reunião de duas sessões, as autoridades chinesas apresentaram seu próximo plano quinquenal, focado principalmente no desenvolvimento da inovação e autonomia tecnológica. Uma aposta que visa responder à desaceleração do crescimento, mas que é arriscada.

A China está tentando redefinir seu futuro. Desde quarta-feira, 4 de fevereiro, as “duas sessões” são realizadas, uma reunião anual que reúne a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e o Congresso Nacional do Povo, a câmara teoricamente legislativa. O plano de 2026 é especial porque deve validar o novo plano quinquenal, o XV da República Popular, que vai de 2026 a 2030.

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A política econômica do nacional-socialismo

Romaric Godin [1] – Sin Permiso [2] – 17/01/2026

Em um texto recentemente traduzido para o francês, o filósofo alemão Alfred Sohn-Rethel descreve o mecanismo pelo qual os nazistas, aproveitando-se da crise econômica, implantaram um tipo particular de economia que inevitavelmente levou à guerra e à violência. O escrito que se segue permite entender a lógica suicidária da economia fascista.

O livro de Sohn-Rethel

A ascensão da extrema-direita no Ocidente necessariamente nos leva a examinar as condições que levaram à vitória do fascismo na década de 1930. Sob esse ponto de vista, uma obra recentemente republicada em francês sob o título Industrie et national-socialisme, faz uma contribuição original e decisiva para uma boa compreensão da ascensão ao poder do nazismo na Alemanha, em 1933.

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O choque Milei

Autor: Romaric Godin [1] – Esquerda.net – 15/12/2024

Um ano após a sua chegada ao poder, o Presidente argentino Javier Milei apresenta um balanço econômico que considera lisonjeiro. Mas a realidade é a de uma recessão violenta, que levou um em cada dois argentinos à pobreza, para desenvolver uma lógica extrativista neocolonial.

Após um ano no poder, Javier Milei já mudou a economia argentina. Do seu ponto de vista, a sua estratégia de choque, que consistiu em desvalorizar o peso argentino pela metade, pouco depois de ter chegado ao poder, e em reduzir drasticamente as despesas públicas, é um sucesso de que se gaba em cada uma das suas viagens ao estrangeiro. Sempre, claro está, através de uma escolha cuidadosa dos números.

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A China muda de estratégia para impulsionar o crescimento

Autor: Romaric Godin[1] – Sin Permiso – 05/10/2024

Três anos após a falência da maior incorporadora imobiliária da China, a Evergrande, Pequim está usando agora a bazuca monetária para tentar conter o enfraquecimento contínuo de sua economia. Em 24 de setembro de 2024, o Banco Popular da China (BPOC), que é também o banco central do país, anunciou uma série de medidas massivas de apoio à economia de um modo particularmente incomum.

O governador do BPOC, Pan Gongsheng, convocou uma coletiva de imprensa não anunciada para expor seu plano. Primeiro, um corte na taxa de refinanciamento de sete dias dos bancos, o equivalente à taxa básica de juros da China, de 1,7% para 1,5%. Essa medida deve levar a uma diminuição das taxas no médio e longo prazo.

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