Ilusões e perigos do keynesianismo militar

Romaric Godin – Mediapart/Viento Sur – 18/04/2026

Uma velha história

Após se esgotarem várias tentativas de reviver o crescimento e a produtividade, os líderes ocidentais encontraram uma nova saída milagrosa para garantir futuros supostamente mais felizes: o rearmamento. O aumento dos gastos militares, inicialmente apresentado como meio de defesa, agora também é visto como um meio de alcançar crescimento econômico maior. [Ora, uma história trágica vai se repetir? Esse caminho deve ou pode ser evitado?]

Esse keynesianismo militar tornou-se agora quase uma doutrina oficial da Alemanha, onde o governo de grande coalizão, liderado pelo conservador Friedrich Merz, não esconde o fato de que seu plano de investir 150 bilhões de euros entre agora e 2029 no setor militar deve permitir a retomada do crescimento.

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A política econômica do nacional-socialismo

Romaric Godin [1] – Sin Permiso [2] – 17/01/2026

Em um texto recentemente traduzido para o francês, o filósofo alemão Alfred Sohn-Rethel descreve o mecanismo pelo qual os nazistas, aproveitando-se da crise econômica, implantaram um tipo particular de economia que inevitavelmente levou à guerra e à violência. O escrito que se segue permite entender a lógica suicidária da economia fascista.

O livro de Sohn-Rethel

A ascensão da extrema-direita no Ocidente necessariamente nos leva a examinar as condições que levaram à vitória do fascismo na década de 1930. Sob esse ponto de vista, uma obra recentemente republicada em francês sob o título Industrie et national-socialisme, faz uma contribuição original e decisiva para uma boa compreensão da ascensão ao poder do nazismo na Alemanha, em 1933.

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