Por que as tarifas de Trump não abalaram o comércio mundial?

Richard Baldwin [1]

World map highlighting trade routes and tariffs between countries including US, China, Brazil, Germany, India, Japan, and Australia

Em 2025, os EUA lançaram o ataque tarifário mais agressivo que o mundo já viu. Não foi o protecionismo ingênuo da lei Smoot-Hawley. Foi algo com outra intenção. A intenção era punir todos os parceiros comerciais dos EUA. Era dar um suposto troco.

Trump explicou a sua política tarifária afirmando que a América “foi saqueada, pilhada, estuprada e saqueada por nações próximas e distantes, tanto amigas quanto inimigas.”

Mas algo estranho aconteceu. A história teve um reviravolta surpreendente à medida que guerra comercial mundial escalava em 2025. Estrangeiros não retaliaram com força – exceto a China; logo-logo trataremos melhor dessa história. Muitas economias estavam prestes a retaliar, mas depois o fizeram ou se o fizeram, logo=logo voltaram atrás.

Ora, isso se afigura como um quebra-cabeça que suscita uma pergunta crucial:

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Eis como o G7 se desindustrilizou

Richard Baldwin [2] – 01/09/2026

Introdução

Talvez o evento mais importante da história econômica moderna tenha sido a industrialização dos países do G7 e sua ascensão ao domínio da economia mundial. Sete gráficos mostram como a velha dominância industrial foi perdida [1]

Durante os séculos XIX e XX, as economias do G7 se industrializaram de forma rápida, crescendo mais rápido do que a média global. Isso fez com que passassem a gerar cerca de dois terços da produção manufatureira e do PIB globais, apesar de conterem apenas 13% da população mundial (5,2 bilhões). Assim, apenas um terço da renda mundial era distribuída entre os outros 4,5 bilhões restantes, habitantes do planeta.

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