Teoria espetáculo

Teoria econômica de mercado

Segue um trecho da nota. A imitação de mercado em que compete a produção acadêmica  foi criada propositadamente, não emergiu espontaneamente no curso da história. A transformação da produção científica em algo que tem a forma de mercadoria foi posta intencionalmente por meio da criação de todo um sistema de avaliação centrado na quantificação. Com essa invenção institucional se importou para a esfera da academia na sociedade atual – que nunca foi santa, mas que permitia e respeitava em certa medida o trabalho sério – não apenas a forma mercadoria, mas também o fetiche da mercadoria. Na esfera do saber econômico, a matemática e a estatística, que são saberes reais em si mesmos, se tornaram suportes de saberes irreais que se afirmam por meio da forma e não pelo conteúdo.

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Teoria e Crise

A economia ortodoxa e a crise econômica

Recentemente criticaram-se os economistas ortodoxos porque eles não foram capazes nem de prever e nem de interpretar a crise econômica mais recente. Ora, os economistas ortodoxos não acreditam mais em qualquer possibilidade de transformação civilizadora do sistema. Eles se contentam com a expansão modernizadora que advém da acumulação descontrolada de capital. Pragmáticos por excelência, eles estão muito mais interessados no jogo do mercado e na defensa de teses profissionais e políticas que lhes parecem convenientes, do que em entender com certa profundidade científica os processos sociais e econômicos.

A verdade é que a teoria econômica ortodoxa, ao se afastar do compromisso da ciência moderna com a emancipação do homem, transformou-se duplamente: enquanto atividade para dentro do campo, ou seja, enquanto atividade legitimadora de competência, ela caiu num formalismo do irrelevante; enquanto atividade para fora do campo, ou seja, enquanto atividade funcional para o próprio funcionamento do sistema, ela se transformou em mercadoria – mercadoria que já não é coisa, mas imagem, propaganda e marketing de teses econômicas.  

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