O protecionismo dos EUA pode prejudicar a China?

Fonte: Financial Times. Copiado do blogue de Adam Tooze.

O gráfico abaixo mostra o desenvolvimento das exportações chinesas para os Estados Unidos (em vermelho), para os países desenvolvidos exceto os Estados Unidos (em azul claro) e para os mercados ditos emergentes (azul escuro). Os dados que nele constam permitem avaliar o impacto máximo das tarifas possíveis postas pelos Estados Unidos nas importações que recebe da China. Segundo o Financial Times, esse impacto seria significativo se for máximo, mas não desastroso. Não se considera o impacto possível dessa política tarifária na própria economia norte-americana.

“A China” – diz Tooze – “diversificou as suas exportações em relação ao mercado dos EUA desde o primeiro mandato de Trump. A demanda total americana por produtos chineses agora representa cerca de 2,8% do PIB da China, de acordo com a consultoria Capital Economics. Os seus cálculos sugerem que um aumento na tarifa efetiva de cerca de 15% para 60% (in extremis) – tal como Trump ameaçou – poderia encolher a economia chinesa em apenas 1%. Essa porcentagem talvez seja menor do que muitos costumam pensar que poderia ser; veja-se, ademais, que essa porcentagem é máxima já que não considera outros fatores de compensação”.

A tese de Pettis e a economia da China

As tarifas ajudarão a reequilibrar a economia global (e a economia chinesa)?

Noah Smith – Blogue Noahpinion – 16 de janeiro de 2025. Eis aqui o segundo artigo que examina a política econômica que se vale fundamentalmente de tarifas. 

Fonte: Brad Setser

Este post (…) versa sobre a economia da China e a situação do comércio internacional, em vez de tratar de guerra e conflito.

A China tem um enorme e crescente superávit comercial, como se pode ver no gráfico acima. Esse gráfico é de Brad Setser, um autor conhecido por ser um exército de um homem só em termos de rastreamento do comércio global e dos fluxos financeiros. (…) Curiosamente, é preciso ver que as exportações da China para o mundo em desenvolvimento são mais importantes do que suas exportações para os EUA e a UE, embora estas últimas tenham aumentado um pouco.

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Quem domina o comércio internacional?

As duas figura em sequência, produzidas pela consultoria Apollo , ou seja, porTorsten Slok, Rajvi Shah, and Shruti Galwankar e publicadas no sitio do Phenomenal World mostram uma mudança drástica no dominío do comércio internacional nos últimos vinte anos. A primeira apresenta a situação no ano 2000; já a segunda mostra a situação no ano 2020. O arquivo com estes e outros dados estão publicado aqui em sequência.

A fonte original está aqui.

As tarifas de Trump e a estratégia global de Pettis

Autor: Nick Johnson – Blogue The political economy of development – 12 de fevereiro de 2025. Primeiro de três artigos sobre essa temática.

O retorno das políticas tarifárias de Donald Trump, em 2025, reacendeu os debates sobre a eficácia das barreiras comerciais na redução do déficit comercial dos EUA e para o fortalecimento da manufatura doméstica. Enquanto Trump argumenta que as tarifas forçarão as empresas a trazerem a produção de volta aos EUA, o economista Michael Pettis, baseado na China, afirma que as tarifas por si só não podem resolver os desequilíbrios comerciais fundamentais. Em vez disso, ele defende reformas econômicas mais amplas, tanto no nível global quanto no doméstico. Esta postagem explora as principais diferenças entre essas duas perspectivas e examina como seria uma estratégia comercial mais abrangente.

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Eleições: Tarifas e Taxas de câmbio

Richard Koo [1] – Sin Permiso  – 07/12/2024

O que o Japão, os EUA e a Europa têm em comum é a crescente raiva popular com a economia, apesar dos altos preços das ações e do baixo desemprego.

Por que os partidos no poder foram derrotados nas eleições dos EUA e do Japão?

Grandes mudanças políticas estão chegando no Japão, nos Estados Unidos e na Europa. Os EUA e o Japão realizaram eleições nacionais nas últimas semanas e, em ambos os casos, o partido no poder sofreu uma grande derrota, criando grande incerteza sobre a política econômica. Enquanto isso, na Alemanha, a retirada do Partido Democrata Livre (FDP) da coalizão de três partidos deixou o governo em apuros.

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Mudança no mercado de trabalho nos EUA em perspectiva histórica

Adam Tooze – Blog do autor – 27/01/2025

O declínio dos empregos no varejo. Mudança tecnológica no mercado de trabalho dos EUA por David Deming, Christopher Ong e Lawrence H. Summers

De 1970 até os primeiros anos da primeira década dos anos 2000, a produtividade do trabalho cresceu mais rapidamente na manufatura do que na economia em geral. Esse crescimento coincide quase exatamente com o período de rápido declínio do emprego no trabalho de colarinho azul mostrado na figura 1. O crescimento da produtividade na manufatura foi igual ou mais lento do que o crescimento econômico geral nas décadas de 1950 e 1960 e, mais recentemente, desde 2010.

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