Eleutério F. S. Prado [1]
Neste pequeno artigo pretende-se fazer uma comparação de duas teses que buscaram compreender o fascismo como fenômeno político inerente ao capitalismo, ambas de modo rigoroso. Das lavras de Vladimir Safatle e Ruy Fausto, cada uma delas o ilumina a seu modo. A do primeiro autor veio de algum modo do estruturalismo francês [2] e a do outro veio da dialética marxiana. A questão que move este escrito, no entanto, não se resume à aludida comparação, já que se orienta também por uma dúvida crucial: o extremismo de direita contemporâneo pode ser tomado como uma variante de fascismo?
Com esse objetivo se examina dois textos em particular: a Introdução do livro A ameaça interna [3], recém-publicado, do primeiro autor e o capítulo Sobre o Estado [4] do tomo segundo de Marx: lógica e política, saído no final do século passado, do segundo autor acima mencionado. Como a comparação se dá no campo metodológico, o exame se vale fortemente de um escrito de Ruy Fausto intitulado Dialética, estruturalismo, pré(pós)-estruturalismo[5], que se ousou apresentar didaticamente em Ruy Fausto: dialética e estruturalismo[6].
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