A guerra do Irã e a dívida dos EUA

Paolo de Mello – Sin Permiso – 07/10/2026

Por oitenta anos, toda vez que o mundo entrou em crise, o dinheiro buscou refúgio no mesmo lugar: a dívida do governo dos Estados Unidos. Isso aconteceu após os ataques de 11 de setembro, durante a falência do Lehman Brothers em 2008 e até mesmo em 2011, quando uma agência de classificação rebaixou a classificação da própria dívida dos EUA e os investidores, paradoxalmente, compraram ainda mais. Essa dívida era, por definição, o ativo livre de risco, a base sobre a qual o restante do sistema financeiro é construído. O que vem acontecendo desde este verão coloca essa condição em dúvida.

Em apenas um ano, o valor que o Tesouro dos EUA paga pela dívida de dez anos caiu em cerca de 4%, para 5,24%, em 1º de outubro, com um aumento particularmente acentuado desde meados de agosto, quando ainda era cerca de 4,6%. Não ultrapassou 5% desde o verão de 2007, quando começaram a surgir os primeiros calotes em hipotecas subprime que levariam à grande crise financeira.

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Uma “escolha de Hobson” para Trump

Michael Roberts – The next recession blog – 12/03/2026

Hoje, o petróleo bruto ultrapassou $95 por barril, apesar da Agência Internacional de Energia (AIE) ter aprovado a maior liberação já realizada de reservas emergenciais de petróleo. Os Estados-membros, em consequência, estão programando liberar 400 milhões de barris nos próximos dias. Isso terá pouco efeito no preço do petróleo porque o Iraque teve que suspender as operações em seus terminais de petróleo após dois petroleiros terem sido alvejados em águas iraquianas.

O Estreito de Ormuz também permanece efetivamente fechado; vários navios comerciais parecem ter isso atingidos na costa do Irã. Isso levou grandes produtores do Oriente Médio a reduzirem a produção, restringindo ainda mais a oferta global. O governo iraniano afirma que os EUA devem garantir que nem ele nem Israel atacarão o país no futuro para que um cessar-fogo seja considerado.

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