Sophie Bandarkar [1]
Jacobin Brasil – Tradução Pedro Silva
Durante anos, as empresas de IA prometeram que seu produto se tornaria um serviço público democratizado e produtivo. Mas, à medida que o setor se volta para clientes corporativos e os custos financeiros e ambientais aumentam, a questão central é se os ganhos desiguais justificam o preço.
Quando a OpenAI lançou o ChatGPT no final de 2022, ele rapidamente quebrou recordes como o produto tecnológico de crescimento mais rápido da história. Fornecedores de modelos de IA, como OpenAI, Anthropic e Google, inicialmente usaram preços fixos artificialmente baixos para impulsionar a adoção de seus produtos e conquistar participação de mercado, confiando que poderiam queimar o capital dos investidores para gerar dependência e, em seguida, monetizar uma base de usuários cativa. Mas, em comparação com outras plataformas voltadas para o consumidor que seguiram essa estratégia desde os anos 2000, como Facebook, Uber ou Instagram, a IA generativa difere em dois aspectos cruciais.
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