Rumo ao mercado total? – Segunda parte

Neste post pretende-se responder à questão que ficara pendente no post anterior: à medida que progride a mercadorização que consequências isto traz para a existência da sociedade humana enquanto tal.

Na conclusão da primeira parte, fez-se a seguinte conjectura: ao promover a expansão da sociabilidade mercantil para as esferas não mercantis da vida social – algo defendido, reforçado e mesmo criado pela ideologia neoliberal – não deixa de minar também as suas condições de existência no médio e no longo prazo. Agora é preciso fundamentar melhor essa posição. E, para tanto, expõe-se aqui as teses principais de Nancy Fraser no texto Pode a sociedade ser totalmente mercadorizada?

Ela sugere que, ao semear a máxima liberalização dos mercados, o liberalismo atual (“neo” por escolha própria) promove não a liberdade, mas o fascismo, tal como já o fizera no passado. E o fascismo pode levar a sociedade à barbárie. Ela propõe como solução para o impasse histórico o aprofundamento da democracia. 

O texto se encontra aqui: Rumo ao mercado total? – Segunda parte

Rumo ao mercado total? – Primeira parte

A sociedade pode ser totalmente mercadorizada? Essa pergunta não é ingênua, pois põe um problema crucial da sociedade coCapa do livro Teoria dos Sentimentos Morais de Adam Smithntemporânea. Eis que faz referência a uma tendência bem evidente para muitos que ousam pensar criticamente:  quase tudo na vida social, atualmente, tende a se subordinar aos imperativos do sistema econômico. Ademais, a lógica de comportamento humano vigorante nas relações mercantis estão cada vez mais se infiltrando em todos os domínios da sociedade.

Neste post apresenta-se uma nota que procura fazer uma reflexão sobre essa questão. Ela procura responder a seguinte pergunta: essa transformação histórica é compatível com uma compreensão razoável do ser humano e da sociedade humana? Para tanto, confronta-se as teorias da ação humana de dois autores, os quais podem ser considerados sejam como economistas sejam como filósofos: Adam Smith, que representa aqui o liberalismo clássico, e Ludwig von Mises, que aparece aqui como representante do neoliberalismo.

Num post posterior pretende-se responder à seguinte questão complementar: à medida que ocorre historicamente quais seriam as suas consequências para a existência dessa sociedade enquanto tal? O tema é controvertido, mas precisa ser enfrentado.

O texto se encontra aqui: Rumo ao mercado total? – primeira parte