Desenvolvimentismo como simulacro

Este post encaminha uma nota crítica sobre um tema relevante para a compreensão do caráter do governo do Partido dos Trabalhadores. E que se tornou ainda mais importante após o golpe parlamentar de agosto de 2016. Nela se examina a questão de saber se houve ou não um experimento de desenvolvimentismo no período que vai de agosto de 2011 ao fim de 2014, ou seja, no governo liderado por Dilma Rousseff. A nota está construída por meio do confronto de duas teses de primeira qualidade que se debruçaram sobre essa questão: uma delas, proposta por André Singer, que afirma ter existido um ensaio desenvolvimentista no governo Rousseff, e a outra, alvitrada por Pedro Fonseca, que nega ter havido uma real política de industrialização tocada pelo Estado nos governos do PT e, em particular, em seu último quadriênio.

A nota se encontra aqui: Desenvolvimentismo como simulacro

Austeridade em perspectiva histórica

O que é austeridade? Num post publicado em novembro de 2015 procurou-se responder a essa questão por meio da tradução de um escrito de John Milios intitulado “A austeridade não é irracional”.

Ao introduzir os leitores deste blog ao artigo deste importante crítico da economia política, mostrou-se que a “austeridade” é uma política de Estado que, em síntese, procura reforçar a disciplina do capital nas economias capitalistas contemporâneas.

Neste post, pretende-se expor como e porque a política de austeridade se tornou necessária e mesmo imperativa na gestão do capitalismo contemporâneo. Eis que o próprio desenvolvimento deste modo de produção, após a II Guerra Mundial, exigiu o crescimento dos gastos estatais (em particular, dos sociais), o qual acabou contribuindo para o rebaixamento da taxa de lucro e, assim, para produzir um sistema econômico frágil que tende à estagnação (ou seja, que não tem mais a capacidade de recuperação do capitalismo clássico).

Quer-se mostrar, ademais, rememorando a tese de Wolfgang Streeck em Tempo comprado: a crise adiada do capitalismo democrático, que a política de austeridade implica em primazia dos imperativos econômicos em relação as necessidades humanas, sociais e ambientais. E que ela leva, por isso, necessariamente, ao esvaziamento da democracia liberal, ou seja, da democracia formal que é possível no capitalismo.

Eis o post: iAusteridade em Perspectiva Histórica