Dialética negativa e luta de classes

Adorno para o blog

É sabido que a luta de classes está amplamente ausente na teoria crítica de Theodor Adorno. Entretanto, há autores que julgam necessário se apropriar de seu conceito de dialética negativa a fim de desenvolver um pensamento anticapitalista que se mostre historicamente mais eficaz no alvorecer do século XXI. Pois, consideram que ele permite fazer uma boa crítica da concepção leninista de revolução e de socialismo, para, assim, retomar o projeto de transformação da sociedade. Eis que isto, segundo eles, tornou-se imperativo após o colapso do socialismo centralista, o qual florescera e murchara na extinta União Soviética. O pensamento de Adorno, mantido inquietamente no interior da tradição de Hegel e Marx, segundo eles ainda, permite renovar o papel da dialética na constituição de um pensamento revolucionário, mesmo se ele se afastara da práxis transformadora enquanto produção teórica e crítica.

Como as teses desses autores precisam ser mais bem conhecidas nos círculos socialistas brasileiros, esse blog publica uma tradução livre de um importante artigo que as apresenta incisiva e polemicamente. O seu autor, Sergio Tischler Visquerra, é professor da Universidade Autônoma de Puebla. O escrito de sua lavra se chama Adorno: o cárcere conceitual do sujeito, o fetichismo político e a luta de classes. Como artigo de coletânea foi originalmente publicado, em 2007, no livro Negatividad y revolución – Theodor W. Adorno y la política,  organizado por John Holloway, Fernando Matamoros e Sergio Tischler, uma edição da revista  Herramienta e da Universidade Autônoma de Puebla.

Para obtê-lo, clique aqui:Adorno – O carcere conceitual do sujeito

 

EUA: crescimento em queda

EUA - A aguia caí

EUA – A águia cai

Descendo a ladeira:

A queda do crescimento nos Estados Unidos

 

O artigo examina o processo histórico de aumento da produtividade do trabalho no capitalismo mais desenvolvido, ou seja, primeiro, na Grã-Bretanha e, depois, nos Estados Unidos. Para fazê-lo, toma por base um estudo do economista neoclássico Roberto Gordon, o qual desafia o consenso vigente entre os economistas, pois afirma que o crescimento não é um processo contínuo e que este, em consequência, não durará para sempre. No artigo, apresenta-se em primeiro lugar a explanação desse autor para a evolução da produtividade do trabalho nos últimos séculos. Em suma, ela está baseada no efeito catraca das inovações tecnológicas as quais ocorreram durante as ondadas das revoluções industriais.  Apresenta-se, depois, uma explanação alternativa para a grande transformação do capitalismo e seu provável esgotamento com base nas concepções de Marx sobre os processos de produção da manufatura e da grande indústria. Procura-se, então, ir além das formulações originais de Marx. Examina-se, então, o processo de produção da pós-grande indústria, tendo em mente apreender as características específicas do capitalismo contemporâneo.

O texto se encontra aqui: Descendo a ladeira – A queda do crescimento nos Estados Unidos

Ou aqui:  Sitio da SEP