Da Crítica da Economia Política

logo_revistaoutubro_site1Foi publicado pela Revista Outubro, em sua vigésima-terceira ediçãoum texto  que procura discutir alguns pontos relevantes da crítica de Marx ao capitalismo e à sua compreensão.  O artigo toma como bem difícil a correta compreensão da dialética de O capital e, assim, da Crítica da Economia Política. Com a intenção de mostrar quão arisca e árdua é essa dificuldade, apoia-se principalmente na tradição brasileira de leitura das obras de Marx que versam especificamente sobre o modo de produção capitalista. E, para melhor expô-la, examina alguns pontos usualmente tomados como dificuldades importantes nos debates. Para fazê-lo, questiona certas teses de autores marxistas renomados que versam – sustenta-se que se equivocam – sobre o método desse autor.

O link encontra-se aqui: http://outubrorevista.com.br/economia-politica-os-descaminhos-da-critica/

Da Crítica da Economia Política

Niep - Marx

Entre o dia 1º e o dia 4 de outubro, aconteceu em Niterói, no Rio de Janeiro, o Colóquio Internacional Marx e o Marxismo 2013: Marx hoje, 130 anos depois. Nele foram apresentados dezenas de artigos sobre os mais diversos temas que interessam ao marxismo. Os anais do colóquio se encontram AQUI. Na ocasião, o autor deste blog apresentou uma nota sobre a relação entre a economia política e a crítica da economia política sob o título Marx contra (e não contra) a Economia Política. O texto se encontra aqui: Apresentação – Marx contra a Economia Política.

Libertação do fetichismo?

É publicado aqui um texto de Anselm Jappe, companheiro intelectual de Moishe Postone na crítica ao “marxismo tradicional”. Este, segundo eles, criticou o capitalismo a partir do trabalho (isto é, do trabalho explorado) quando Marx desenvolveu em suas obras principalmente uma crítica do trabalho no capitalismo (isto é, do trabalho alienado). O autor de O Capital não formulou mesmo, diz Jappe, uma teoria do valor trabalho, mas sim, verdadeiramente, uma teoria crítica do trabalho como valor. No texto, ora publicado, ele argumenta a partir daí que a superação do capitalismo só poderá ocorrer quando for possível superar definitivamente o fetichismo das formas sociais mercantis. Ultrapassando, assim, a sociabilidade baseada no valor e no valor que se valoriza. Para discutir essa tese, ao final, é publicado também um breve questionamento crítico dessa linha de pensamento que, sem dúvida, participa do movimento de renovação do marxismo.

Artigo: Anselm Jappe – libertação do fetichismo?