Eleutério F. S, Prado
Introdução [1]
Como se sabe, é com esse qualificativo que os intelectuais da corrente pós-operaísta costumam designar o sistema da relação de capital tal como se configurou depois dos anos 1970. Se antes o capitalismo era industrial, transformou-se, segundo eles, em pós-industrial. Se antes ele dependia de trabalhadores silenciosos, ainda segundo eles, passou a depender de trabalhadores comunicativos. Segundo esses autores, tal adjetivo se justifica porque nessa “nova economia” o conhecimento dos indivíduos e do “intelecto geral” se tornou supostamente a principal força produtiva.
Em sua Lectio Magistralis na Universidade de Pádua, intitulada Il linguaggio del lavoro[2], Christian Marazzi rememora o que ocorreu no processo de produção capitalista:
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