Autora: Jodi Dean[1]
Esta nota[2] é parte de meu esforço para apresentar a teoria política de Slajov Zizek como um sistema coerente: versa, por isso, sobre a sua compreensão do nazismo.
As discussões de Zizek sobre o fascismo focam a Alemanha nazista e a maneira pela qual o nazismo transtornou a luta de classes em um confronto de raças. Ele apreende a dimensão estética da dominação nazista, assim como o papel do mestre “totalitário” nessa dominação. Como ele conjuga esses elementos? Adotando uma visão em paralaxe. Ou seja, o seu relato sobre o nazismo percorre três registros: o do Real em que se dá o confronto do nazismo com o Capital, o do Simbólico em que opera o comando da burocracia nazista e o do Imaginário em que acontece a estética nazista.
O nacional-socialismo, explica Zizek, foi uma tentativa de mudar algo para que nada mudasse.
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