Uma crítica à tese de Tomasz Konicz

Por Igor Coura de Mendonça

Depois de ler o texto “Uma esquerda que congela no deserto”, refleti em comentários que gostaria de fazer. Se eles soarem como uma crítica áspera ao texto, não foi essa a minha intenção. Eu apenas me senti instigado a trazer uma resposta justamente pelas provocações que o texto apresenta.

<< O capital, devido à racionalização de sua própria substância mediante a competição, livra-se do trabalho que cria valor, gerando assim uma humanidade economicamente supérflua, mas também um mundo ecologicamente devastado >>

Não acredito que o capital seja o criador de uma economia “supérflua”. Nunca houve um “modelo econômico não-supérfluo”, nem acredito que vá existir enquanto os seres humanos continuarem a ser humanos, ainda que educados.

A competição é a única forma que conheço de se gerar preços realistas. Quanto menor o acesso de atores à livre entrada e saída do comércio de produtos e serviços, menor é a capacidade da sociedade de saber o que produzir para atender suas necessidades, podendo chegar ao ponto em que até as necessidades mais básicas deixam de ser atendidas.

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