Neoliberalismo, niilismo e extrema-direita

O artigo que se apresenta em sequência pensa o niilismo como causa do extremismo de direita agora resurgente. No entanto, por niilismo deve se entender mais propriamente um diagnóstico – ideologicamente comprometido – do estado de espírito dos “sujeitos” na época moderna. Assim pensado, fica claro que ele requer impliciatamente uma reação contrária, ou seja, a posição de um estado de espírito pleno de valores heroicos que pode se condensar num extremismo de direita. Veja-se aqui uma analise mais completa da relação entre niilismo e capitalismo.

Damián Pachón Soto [1] – Fonte original: El Espectador – 25.11.2025

Resenha comentada do livro Ultraderechas (2025) do psicanalista e pensador argentino Jorge Alemán, um texto que esclarece o papel que o neofascismo desempenha dentro do niilismo contemporâneo, assim como a crise atua do regime neoliberal.

Um livro de Jorge Alemán.

Em seu livro Ultraderechas, o pensador e escritor argentino Jorge Alemán, exilado na Espanha desde 1976, diz que “Trump é o líder mundial de um movimento formado por ultradireitistas ricos e super neoliberais que estão implantando um sistema de acumulação por despossessão no mundo”; eles constituem o “fascismo neoliberal que ora domina o planeta” e que põem um “cenário apocalíptico de guerras como uma possibilidade certa”.

Mas como se pode justificar esse diagnóstico ou, talvez, esse prognóstico, em princípio pessimista, mas possível, nos tempos atuais? Alemán faz isso no livro citado, de maneira pouco sistemática. Nas páginas preliminares do livro ele diz: “Embora os textos deste livro pareçam distantes do tema, é o amor que aqui escreve”. A compreensão completa desse livro requereria uma volta à sua vasta obra, a qual foi elaborada na esteira de uma “esquerda lacaniana” em diálogo com a Filosofia, mas especialmente atenta aos problemas e tensões do presente.

Alemán é um daqueles acadêmicos combativos e militantes que não foge da discussão e que pensa em meio à agitação e ao seu próprio envolvimento com o mundo. Entre seus livros mais recentes encontram-se os seguintes: Capitalismo: Crimen perfecto o emancipación. Barcelona: Ned Ediciones (2019); Pandemónium. Notas sobre el desastre. Barcelona: Ned Ediciones (2020); Lacan and Capitalist Discourse, Neoliberalism and Ideology. Abingdon: New York, Routledge, (2023); Breviario político de psicoanálisis. Barcelona: Ned Ediciones, (2023); Punto de emancipación. Conversaciones frente a un horizonte posdemocrático. Jorge Alemán y Papo Kling (eds.), NED Ediciones (2025).

Como estão interligados, para ele, o neoliberalismo, o niilismo e a atual proliferação de movimentos de ultradireita? Como esse cenário desanimador e perigoso se tornou possível? Nas primeiras páginas do livro que atinge a ultradireita, encontra-se a resposta numa forma condensada: “o niilismo consiste no suporte filosófico e histórico que permite a constituição do mundo da ultradireita.

Esse niilismo vem caracterizando o capitalismo tardio, o capitalismo em sua forma última, ou seja, o neoliberalismo. Esse regime econômico, que surgiu no final dos anos 1970, reivindica permanência eterna. Eis que foi naturalizado e normalizado, como se não houvesse horizonte alternativo possível. Por isso, aparece como um “movimento circular” não suscetível a ser interrompido por uma vontade histórico-política, pela própria ação humana.

Trata-se de um regime econômico que destrói o regime da verdade e que, como é bem sabido, desmonta e impede a formação de “laços sociais”, vínculos sólidos entre os humanos, assim como experiências coletivas gratificantes. Trata-se de uma modalidade do capitalismo em que prevalece o individualismo de massa “governado por um prazer mortal”, ou seja, onde o sujeito desfruta de um sistema que o leva à sua própria exploração, opressão e, finalmente, destruição, já que o neoliberalismo opera sob a “lógica da devastação“.

A condição niilista

Para Jorge Alemán, é claro que existe uma “lógica estrutural entre o discurso capitalista e o niilismo implicado pelo domínio da técnica”. Pode-se perguntar, então, como isso acontece? É preciso partir da ideia de que o niilismo é, como Nietzsche já havia observado no século XIX, a perda de significado, a ausência de questionamentos e de propósitos. O niilismo consiste em que “tudo fica reduzido a um nada, pois os valores e as suas referências desaparecem; nessa situação, não há nada no mundo, figura ou forma, que não esteja submetida ao seu poder esmagador […]. O ser cai num estado de impotência que nenhuma promessa transcendental pode superar.”

O niilismo é definido – e aqui Alemán retorna a Nietzsche – como o peso do “eterno retorno do mesmo”, situação em que tudo acontece numa circularidade da qual parece impossível escapar; vive-se numa tediosa ausência de horizontes e de saídas. Em consequência, Alemán afirma que o niilismo é aquela vivência que se esconde sob o neoliberalismo.

Isso quer dizer que o neoliberalismo em si mesmo é niilista. Ele não oferece nenhum significado para a existência do sujeito e da sociedade atual. Por que isso acontece? Por causa da própria lógica do neoliberalismo, dos seus mecanismos, dos seus efeitos, do modo como captura as subjetividades. Trata-se de algo tão poderoso que provoca uma “mutação antropológica”; vem daí a sua verdadeira potência, o seu grande poder.

 Veja-se, de passagem, que o objetivo dessa grande mutação é “apagar para sempre a experiência existencial de fazer política comprometida com outro futuro, o que equivale a anular a matriz fundante de todas as experiências” e, incidentalmente, a sancionar e acomodar o mundo como ele é.

O neoliberalismo é um projeto totalizante que cria um ambiente em que as subjetividades estão destinadas a ser o motor funcional da reprodução ilimitada do capitalismo; elas, assim prisioneiras, tentam atender demandas que muitas vezes são impossíveis de atender. O neoliberalismo tem imperativos, faz demandas ao indivíduo; ademais, ele faz com que “o significante da liberdade desempenhe um papel determinante nesse projeto de unificação totalizadora.”

A liberdade, diz Alemán, “parece abrir um espaço de possibilidades, o qual, no entanto, ao mesmo tempo, é mediado, afetado, formatado, pela lógica do mercado […]”. No regime neoliberal, a liberdade apenas se mostra compatível com um aparato psíquico absolutamente estressado e em tensão consigo mesmo, pois as vidas individuais nunca são capazes de cumprir as obrigações que contraíram por exigência do poder social.

“Em competição com os outros e consigo mesmo e interpretando sua existência como puro valor de troca, os sujeitos não encontram mais seu lugar em qualquer legado histórico”. Isso é complementado pelo fato de que o indivíduo massificado está acometido por “um impulso para agir sob automatismos mentais cada vez mais distantes do trabalho da memória e da possibilidade de reinscrever a história no campo do simbólico“.

Subjacente ao texto de Jorge Alemán está a ideia de Theodor Adorno (2003) de que “liberdade organizada” não é verdadeiramente liberdade, pois ela está mediada pelo próprio capitalismo e por sua indústria cultural; encontra-se também os diagnósticos de Byung-Chul Han (2014) e Mark Fischer (2018) sobre os problemas da depressão e da saúde mental que se multiplicam nas sociedades contemporâneas. Eis que esses problemas são um “efeito estrutural de uma forma de organização do vínculo social que transformou o sujeito em um operador de si mesmo, alguém forçado a maximizar o próprio si mesmo existencial como se fosse capital em constante processo de valorização”.

Aqui se está diante do “imperativo de felicidade” (2019) do qual Sara Ahmed fala em seu livro. Eis que essa violência psíquica traz consigo a possibilidade de fracasso e impotência e, por isso, gera danos ao sujeito assujeitado, um sujeito que, como Han alertou, explora a si mesmo e se culpa por seus fracassos. Como já disse em outros lugares: “O resultado dessa imposição são corpos divididos, fragmentados, sem foco, ansiosos, cansados, saturados, estimulados, exaustos, mas dispostos a avançar assim como o hamster faz em sua roda” (Pachón, 2024).

Alemán também mostra como isso funciona em tempos de inteligência artificial em que os algoritmos se tornam forças dominantes: “O consumidor paga, mas ao mesmo tempo é produtor de informações que são arquivadas, organizadas por algoritmos, processadas e posta à venda. Essas informações se tornam uma espécie de mais-valor que alimenta todo o sistema midiático e financeiro. A novidade é exatamente esta: o sujeito paga por sua própria exploração”. Dentro dessas lógicas, mediadas por redes, o indivíduo está mais exposto à comparação com os outros; assim, a competição é incentivada e a sensação de cansaço e de saturação aumenta; a frustração social e o ressentimento aumentam.

Um horizonte sombrio

Tudo isso oferece pouco futuro. Quando Alemán argumenta, por exemplo, que, no neoliberalismo, “os sujeitos não encontram mais seu lugar em nenhum legado histórico”, que enfrentama impossibilidade de “reinscrever a história no campo do simbólico”, ele está aludindo ao niilismo tal como é posto pelo capitalismo tardio. Ele falta da falta de significado que opera como um “retorno eterno do mesmo”, de tal modo que o indivíduo fica indefeso, exposto, sem apoio e sem laços sociais. Nessa condição, o indivíduo é totalmente arrancado do seu solo no mundo da vida e, assim, despojado de narrativas de significado que podem guiar as suas andanças.  

Veja-se que neoliberalismo “também precisa esvaziar qualquer alternativa de significado e que ele o faz convencendo as pessoas de que não há outra possibilidade além daquela que ele impõe por meio da tecnologia”. Eis que ele aponta, assim, para a reprodução infinita do existente. Em resumo, o neoliberalismo é amigo dileto da pulsão de morte.

O neoliberalismo é um regime niilista que não apenas mina a democracia, a comunidade, a participação, as instituições, desmonta os arcabouços de proteção do Estado e dos serviços sociais, destrói os laços sociais, mas também destrói as perspectivas de futuro. Nele, o indivíduo fica sozinho, isolado, saturado, cansado, flutuando à esmo como uma abelha cujo favo foi destruído; eis que ele mora dentro do caos sistêmico da sociedade atual, participando de uma história que parece não ter qualquer futuro de terminar de modo digno.  

Foi assim que se chegou a um tempo em que “o mercado substituiu o sagrado” e em que propriedades mágicas são atribuídas ao capitalismo; um tempo em que a economia se apresenta como a nova teologia da sociedade. Esse mercado, assim como a sua violência, é naturalizado como o melhor de todos os mundos possíveis, apesar dos múltiplos danos plenamente verificáveis que produz. Hoje, nem mesmo uma alma ingênua pode fechar os olhos para a devastação ambiental e social produzida pelo capitalismo. Não se pode duvidar agora de sua lógica da morte, já que ela subsiste graças à exploração da vida em manifestações cada vez mais amplas. A esse respeito, Alemán diz:

“O capitalismo, em sua essência, é uma máquina acelerada que nenhum desastre — seja ecológico, de saúde ou militar — pode deter. Em todos os cenários, mesmo nos mais horríveis, o mercado pode continuar fazendo exigências, reduzindo a vida à equação do custo-benefício […] Assim como a pandemia não impediu o ímpeto capitalista, agora a guerra desponta como um novo cenário impositivo. A loucura bélica se apresenta como uma cena possível em que apenas se imita a lógica inerente do próprio capitalismo“.

É dentro desse turbilhão niilista que a ultradireita emerge. É no interior do niilismo neoliberal que residem suas possibilidades de crescimento. É preciso ver que a captura da subjetividade dos indivíduos pelo neoliberalismo cria condições favoráveis para o surgimento desses movimentos ultradireitistas:

“Vivendo em um presente desgastado, [os sujeitos] oscilam entre uma culpa autodestrutiva seja por não terem encontrado o lugar para sustentar suas vidas seja porque sentem um ódio que não tem possibilidade de sublimação”, mas que lhes proporciona um gozo (jouissance). Assim, o   ódio se espalha contra um grande outro, o Outro culpado, “um ódio aos fracos, aos vulneráveis, às mulheres, ao próprio local de nascimento, ao Estado se ainda estiver interessado em assuntos públicos. Esse ódio não apenas substitui a lógica dos argumentos políticos tradicionais, mas é um fator de coesão libidinal na vida das massas”.

Essas linhas me parecem fundamentais porque apresentam a lógica do neofascismo e o modo de operar da nova direita ou da ultradireita: elas assumem que no começo havia uma ordem, uma era de ouro, adâmica, edênica, onde tudo estava bem-posto, onde reinava a harmonia e a paz na ordem social… Essa ordem aparece então como uma espécie de “unidade primordial” que agora está sendo ameaçada por uma exterioridade, por um grande “outro enganador”, seja ele o “progressismo”, o socialismo, o comunismo, os imigrantes, os estrangeiros, um populismo mau, o movimento LGBTI+, as vacinas, as mudanças climáticas etc.

Um estado de paranoia

Assim, a sociedade é levada a um estado de paranoia onde esse “Outro” é um inimigo que deve ser destruído porque ele ameaça essa suposta “unidade primordial”: “Este é o verdadeiro sucesso da operação paranoica, legitimar um ódio excessivo e obsceno por meio de acusações e denúncias permanentes de um suposto Outro que estaria fora da lei”.

Nesse modus operandi, a ultradireita, defensora do corpo social “ofendido”, usa e abusa do ódio, do ressentimento, da raiva, criando assim um imunidade afetiva que os protege de qualquer suposto vírus invasor. Trata-se de uma economia afetiva tal como descrita pela filósofa colombiana Laura Quintana (2022): os afetos, explicou ela, se tornam imunes às críticas e, assim, protegem as pessoas desse “Outro”. É assim que o “Um” bom surge em contraste com um “Outro” ruim. O fascismo faz uma leitura binária das coisas, oposta e reducionista do vínculo social.

Sem dúvida, “a extrema-direita usa a raiva e o ressentimento como uma força direcionada contra tudo o que o neoliberalismo tornou precário […] O pós-fascismo contemporâneo funciona dentro da anarquia do mercado, aproveitando as suas ruínas para estabelecer formas de governo baseadas na administração do ódio e da exclusão” (p. 10).

A partir disso, pode-se deduzir algo fundamental: não é que a extrema-direita queira corrigir os desequilíbrios trazidos pelo neoliberalismo, mas sim que ela os utiliza, agita, emprega, para mobilizar efetivamente os cidadãos contra alternativas ao status quo, seja contra o progressismo seja contra o pensamento crítico e emancipador.

A ultradireita, em sua versão neofascista, administra o caos, de tal forma que oferece uma “saída do regime niilista inerente ao capitalismo tardio”. Ela oferece o ódio como ele fosse uma proteçãio libidinal contra o Outro, contra o imigrante, por exemplo. É por isso que apelam a um mito e se voltam para a família, para a nação, para uma era de ouro perdida; caracterizam-se, assim, por obedecerem a uma “lógica de identidade imune” (Cadahia & Biglieri, 2021), misturada com um jargão de autenticidade que enfrenta supostos perigos externos. Nessa operação, a extrema-direita recorre ao fundamentalismo identitário, fechado, celebrado como um ritual de pertencimento, diante de imigrantes, latinos, pobres etc.

Deve, pois, ficar claro que “a extrema-direita, longe de tentar resolver o caos cotidiano, atua par gerenciá-lo, amplificá-lo e transformá-lo numa máquina de mobilização política. Aqui fica evidente que o neoliberalismo não oferece uma promessa de felicidade, mas apenas uma administração de miséria na qual cada um deve encontrar seu próprio culpado”.

O que se pode concluir de tudo isso é que “a extrema-direita é um sintoma do fracasso das democracias neoliberais e de sua incapacidade de construir um horizonte alternativo”. É por isso que são tão perigosos; o neofascismo que ensaiam visa manter as pessoas como se fosse mortos-vivos por meio da violência, do autoritarismo e da guerra. E isso é evidente hoje, na crise sistêmica do mundo, na luta pela nova hegemonia global, na atual transição geopolítica em meio à crise civilizacional. O novo mestre do mundo parece estar se definindo às custas do sofrimento e da miséria da grande maioria.

Do livro de Jorge Alemán, um tema deve ser enfatizado: ele mostra como a política atual funciona ou, melhor dizendo, ele apresenta aquilo que o cientista político colombiano Edwin Cruz chamou de “pornopolítica” (2025). Pois, ele constata a “exploração algorítmica da inimizade” (p. 101), como o ódio e o insulto operam como estratégias para o aumento do tráfego digital e para a manipulação da opinião pública. Alemán se detém sobre o fenômeno do ódio, mostra como ele pode criar identificações diante de um outro que deve ser destruído, ao mesmo tempo em que aponta uma de suas principais características: eis que visa anular a discussão argumentada:

“Como Freud demonstrou, o ódio insultante é uma coesão eficaz de grandes grupos que não passa pelo difícil processo da argumentação racional”.  Daí o uso constante de “discursos difamatórios e mentirosos que não buscam somente se opor ao discurso do outro […], mas que se propõem atacar a própria existência do outro, pois esse outro não é mais um adversário, nem mesmo um inimigo, mas um ‘algo’ que não deveria existir” (Alemán, 2025).

Dessa forma, a possibilidade de diálogo é obstruída; “os argumentos, como se sabe, carregam consigo certa possibilidade de diálogo, enquanto o ódio só quer destruir”. O ódio e o insulto substituem os argumentos; geralmente, ademais, são acompanhados por automatismos mentais, frases pré-fabricadas ou slogans simplistas. O ódio funciona, então, como um efeito imunizador que aniquila tudo que é considerado ameaçador.

Conclusão

Em resumo, “os novos direitistas, munidos com argumentos neonazistas, estão chegando ao poder em diferentes partes do mundo; eles se constituem por meio de uma nova máquina de guerra que está construída sobre uma férrea lógica de identidade [ou seja, há “Um” que se opõe a “Outro”]. Essa lógica sempre fala aos nacionais invocando ao mesmo tempo a anulação, o desprezo, a rejeição com ódio ao outro estrangeiro ” (p. 79), aos esquerdistas, às feministas, aos comunistas, aos indigentes, aos pobres. Há o Vox, Trump, Milei etc., os quais têm as suas nuances, mas acabam se parecendo, identificando-se uns com os outros. Essa é a lógica da ultradireita ou do neofascismo que tenta salvar uma suposta “ordem” perdida, ou melhor, que assim constrói uma ainda mais perversa e desigual sobre os escombros do atual colapso civilizacional em andamento.

O livro de Jorge Alemán oferece um diagnóstico do mundo de hoje. Acima de tudo, lança luz sobre a compreensão da extrema-direita e sua relação com a crise do capitalismo tardio em sua versão neoliberal. É um livro que não possui uma argumentação sistemática e analítica sobre esse tema crucial, razão pela qual é apresentado na forma de “notas sobre a nova deriva neoliberal”; no entanto, o leitor pode ler cada uma dessas notas (cerca de 46), assim como três intervenções finais, para finalmente perceber como o argumento se encontra entrelaçado. Com algum esforço, todo aquele que venha a ler o livro conseguirá ter uma visão completa desse quadro contemporâneo marcado pelo niilismo.  

Referências

Adorno, Theodor. (2003). Consignas. Buenos Aires: Amorrortu.

Ahmed, Sara. (2019). La promesa de la felicidad. Una crítica cultural al imperativo de la alegría. Buenos Aires: Caja negra.

Alemán, Jorge. (2025). Ultraderechas. Notas sobre la nueva deriva neoliberal. NED ediciones.

Cadahia, Luciana & Biglieri, Paula. (2021). Siete ensayos sobre el populismo. Barcelona: Herder.

Cruz, Edwin. (2025). Pornopolítica. Bogotá: Desde abajo.

Fisher, Mark. (2018). Los fantasmas de mi vida. Escritos sobre depresión, hauntología y futuros perdidos. Buenos Aires: Caja Negra.

Han, Byung-Chul. (2014). Psicopolítica, Barcelona: Herder.

Pachón, Damián. (2024). Neoliberalismo, salud mental y estoicismo. Bucaramanga: Universidad Industrial de Santander.

Quintana, Laura. (2022) Rabia. Afectos, violencia, inmunidad. Barcelona: Herder.


[1] Professor na Universidade Industrial de Santander e Visitante Associado do Departamento de Estudos Hispânicos da Universidade de Estudos Estrangeiros de Kobe (Japão). Doutor em Filosofia e membro da Sociedade Colombiana de Filosofia.

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