Do voo da galinha ao voo do peru

Não se pode falar do desempenho econômico do governo do Messias sem recordar o que aconteceu nas últimas décadas. É preciso ver que as classes dominantes e as forças políticas que as representam, já em 1990, abandonaram qualquer projeto desenvolvimentista. Abdicaram completamente de perseguir um caminho de expansão econômica autodeterminado e autossustentado.

No período do desenvolvimentismo associado, em que se abriu a economia ao capital estrangeiro (1956-1980), a burguesia brasileira perdera já o comando e o controle do processo de acumulação. Passou a lhe faltar agora o domínio da maioria das grandes empresas, dos processos tecnológicos e mesmo dos processos financeiros. Não lhe restou outra alternativa senão aceitar uma trajetória medíocre de expansão econômica, segundo um padrão de desenvolvimento que foi classificado como “liberal periférico”. Muitos empresários capitalistas venderam as suas plantas para as empresas estrangeiras e passaram a confiar cada vez mais no mercado financeiro e no neoliberalismo.

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