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Déficits, dívidas e deflação após a pandemia

06/07/2020

Os níveis de endividamento das economias capitalistas estão em níveis recordes. Eles estão superando mesmo os montantes atingidos do final da II Guerra Mundial, quando os países centrais precisaram financiar o custo da atividade bélica em seus territórios ou em territórios alheios. Em números, isso significa algo em torno de 120% do PIB global. O gráfico ao lado ilustra esse resultado.

O blog publica em anexo um novo artigo de Michael Roberts que procura investigar as consequências desse endividamento. Uma questão debatida entre os economistas vem a ser saber se essas dívidas crescentes prejudicam ou não o crescimento econômico.

Ademais, o artigo mostra também que o nível de endividamento das corporativo está em nível elevado e que ele está aumentando como consequência do bloqueio induzido pela pandemia do coronavírus. Aqui a questão é saber se as empresas com muitas dívidas terão condições de investir ou se elas vão permanecer servindo os seus credores.

No conjunto, há empresas saudáveis. Há empresas pressionadas por suas dívidas, mas ainda assim sobreviventes. Há, porém, um número enorme de empresas que não conseguem atingir esse objetivo e que são consideradas por isso como “empresas zumbis”.

O artigo está aqui: Déficits, dívidas e deflação

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