O protecionismo dos EUA pode prejudicar a China?

Fonte: Financial Times. Copiado do blogue de Adam Tooze.

O gráfico abaixo mostra o desenvolvimento das exportações chinesas para os Estados Unidos (em vermelho), para os países desenvolvidos exceto os Estados Unidos (em azul claro) e para os mercados ditos emergentes (azul escuro). Os dados que nele constam permitem avaliar o impacto máximo das tarifas possíveis postas pelos Estados Unidos nas importações que recebe da China. Segundo o Financial Times, esse impacto seria significativo se for máximo, mas não desastroso. Não se considera o impacto possível dessa política tarifária na própria economia norte-americana.

“A China” – diz Tooze – “diversificou as suas exportações em relação ao mercado dos EUA desde o primeiro mandato de Trump. A demanda total americana por produtos chineses agora representa cerca de 2,8% do PIB da China, de acordo com a consultoria Capital Economics. Os seus cálculos sugerem que um aumento na tarifa efetiva de cerca de 15% para 60% (in extremis) – tal como Trump ameaçou – poderia encolher a economia chinesa em apenas 1%. Essa porcentagem talvez seja menor do que muitos costumam pensar que poderia ser; veja-se, ademais, que essa porcentagem é máxima já que não considera outros fatores de compensação”.

As tarifas de Trump e a estratégia global de Pettis

Autor: Nick Johnson – Blogue The political economy of development – 12 de fevereiro de 2025. Primeiro de três artigos sobre essa temática.

O retorno das políticas tarifárias de Donald Trump, em 2025, reacendeu os debates sobre a eficácia das barreiras comerciais na redução do déficit comercial dos EUA e para o fortalecimento da manufatura doméstica. Enquanto Trump argumenta que as tarifas forçarão as empresas a trazerem a produção de volta aos EUA, o economista Michael Pettis, baseado na China, afirma que as tarifas por si só não podem resolver os desequilíbrios comerciais fundamentais. Em vez disso, ele defende reformas econômicas mais amplas, tanto no nível global quanto no doméstico. Esta postagem explora as principais diferenças entre essas duas perspectivas e examina como seria uma estratégia comercial mais abrangente.

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