Autora: Sarah Babiker[1] – Sin Permiso – 22/01/2025
Na Espanha, as promessas de um resgate para as pessoas mais vulneráveis deram lugar a um sistema que as submete a um verdadeiro pesadelo administrativo, onde a ajuda é acompanhada de dúvidas, dívidas e insegurança.
Em mais um Dia dos Santos Inocentes, 28 de dezembro de 2024, as pessoas afetadas pela renda mínima se apresentaram em frente ao Ministério da Inclusão, Previdência Social e Migração. Convocado pela Plataforma RMI – Tu Derecho, em uma ação apoiada por dezenas de organizações e grupos, pelo quarto ano consecutivo os afetados pela má gestão desse benefício quiseram lembrar que o “Ingresso mínimo vital” (IMV) – que foi apresentado como uma tábua de salvação, como um recurso para não deixar ninguém para trás, como a materialização de um direito social – está dificultando suas vidas. Transforma sua mera sobrevivência em uma espécie de teste contínuo diante de uma burocracia sem rigor ou sentido.
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