Autor: Romaric Godin[1]
Enquanto as famílias europeias continuam a enfrentar as graves consequências sociais da inflação, outra ameaça já se aproxima do outro lado do mundo: a deflação. [2] Na China, o principal problema não é mais o aumento dos preços, mas a queda dos preços. Em janeiro, os preços ao consumidor caíram 0,8%. É o quarto mês consecutivo de queda dos preços, sendo essa última aquela mais acentuada desde 2009.
Ainda mais preocupante é o fato de que os preços anuais da produção industrial chinesa estão caindo há onze meses. Em janeiro, caíram 3,4%. Esta situação é a consequência lógica do agravamento da situação econômica no país e, em particular, da crise imobiliária que começou no final de 2021. Note-se as dificuldades da incorporadora Evergrande, que foi colocada em liquidação em 28 de janeiro por um tribunal de Hong Kong.
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