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O choque do vírus e a doença da economia

09/03/2020

O coronavírus não é responsável pela crise econômica que agora está aflorando. É apenas um fator de agravamento de um processo que se iniciara já no ano anterior. O crescimento econômico mundial está em processo de desaceleração desde  2019. Uma crise, maior ou menor, encontra-se na expectativa de todos aqueles que estão bem informados sobre os rumos do sistema econômico globalizado. 

O endividamento das empresas, governos e pessoas cresceu mais do que o produto mundial nos últimos anos e agora atinge níveis nunca dantes alcançados: chegou a 322% do PIB agregado de todas os países do mundo já no terceiro trimestre de 2019. Em termos absolutos, a dívida total atingiu cerca de US$ 253 trilhões de dólares.

A taxa de lucro vem caindo nos últimos anos. Como o nível das dívidas das empresas cresceu, uma queda do PIB, que por si só já eleva a capacidade ociosa, deve reduzir ainda mais essa taxa. As empresas zumbis, ou seja, aquelas que são incapazes de investir, vão se transformar em candidatas à falência. O resultados de suas operações são suficientes apenas para servir a dívida acumulada no passado. Muitas delas, provavelmente, vão para o lixo da história.  

Publica-se neste post um artigo de Michael Roberts que apresenta esse quadro com mais detalhes sobre a situação da economia mundial no presente momento.  

O seu artigo está aqui: Roberts – Coronavirus, dívidas e depressão

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